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Happy Money



O dinheiro é menos importante para a felicidade do que comumente se acredita. É verdade e está comprovado que ganhar menos de US$ 75 mil (em média, nos EUA) é ruim para sua felicidade e saúde. Isso deixa você constantemente preocupado, aumentando os níveis de estresse e cortisol em seu corpo. No entanto, acima desse limite, não há correlação (ou correlação decrescente, dependendo do estudo) entre dinheiro e felicidade. A classe média nos EUA não é mais feliz do que a classe de alta renda e, apesar de um aumento maciço nos padrões de vida nos EUA nas últimas décadas, os níveis de felicidade permanecem relativamente estáveis. Acima de um certo nível de renda mínima, o dinheiro em si não é bom nem ruim para sua felicidade. O que você faz com o dinheiro e por que está fazendo o torna bom ou ruim. Comprar um jato particular pode deixá-lo mais feliz - ou não - dependendo do motivo pelo qual você o comprou e como o usa. Comprar coisas que lhe darão reconhecimento social, poder, prestígio e prazer a curto prazo não o deixará mais feliz – investir em experiências que fortalecerão relacionamentos e fornecerão propósito/significado ou aumentarão sua saúde física e mental - o fará. O benefício mais significativo do dinheiro acima de um limite mínimo é comprar tempo e liberdade. Ele permite que você aloque seu tempo para coisas que são importantes para você e o deixará mais feliz a longo prazo. Faça uma lista do que te fez mais feliz nas últimas semanas e depois outra lista de onde você gastou seu dinheiro. Se seus momentos de felicidade foram passar tempo com sua família ou amigos, mas seu dinheiro está sendo gasto comprando relógios e roupas, você não está maximizando sua felicidade (a menos que dinheiro não seja um problema). Estudos mostraram que dinheiro gasto em experiências (especialmente com quem você ama) traz mais alegria do que gastar dinheiro em coisas (especialmente coisas que trazem status social).


Além disso, o preço das coisas tem um retorno decrescente com a felicidade. Gastar 2x mais em algo que te faz feliz geralmente não vai te deixar 2x mais feliz. Estudos sobre habitação na Alemanha provaram que mudar para uma casa melhor (e mais cara) não traz um aumento proporcional ao bem-estar. Por outro lado, comprar um carro 20% mais barato do que o que você tem não reduzirá sua felicidade em 20%. Ainda assim, lhe dará mais dinheiro para investir em áreas com “alto retorno” de felicidade (por exemplo, experiências). Por último, a definição comum de riqueza está errada. A riqueza não deve ser definida como o estoque de dinheiro e bens acumulados. A riqueza deve ser definida como o que você tem (ou faz) menos o que você precisa. Alguém "pobre" que precisa menos do que ganha tem riqueza "infinita". Quem tem muito, mas quer muito mais do que tem, é pobre. O segredo da felicidade não é querer mais, mas aprender a precisar de menos. Para aqueles que querem se aprofundar, recomendo o livro "Happy Money – The Science of Happier Spending" de Elizabeth Dunn e Michael Norton. Vida feliz, Pedro


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